
Na maioria das vezes, os cistos ovarianos são benignos e podem aparecer naturalmente ao longo do ciclo menstrual. Ainda assim, alguns sinais no corpo merecem ser observados com atenção.
O cisto no ovário é uma alteração relativamente comum na saúde feminina. De forma simples, ele pode ser entendido como uma pequena bolsa com líquido ou tecido que se forma no ovário.
Na maior parte dos casos, esse tipo de cisto aparece e desaparece sem causar grandes problemas. Muitas mulheres, inclusive, podem desenvolver cistos ao longo do ciclo menstrual sem perceber. O ponto de atenção surge quando eles crescem, não desaparecem sozinhos ou começam a provocar sintomas persistentes.
Especialistas explicam que a maioria dos cistos ovarianos é benigna, mas alguns casos precisam de acompanhamento médico, especialmente quando há dor intensa, desconforto frequente ou alterações no ciclo menstrual.
Veja abaixo sete sinais que podem estar associados a cistos no ovário e que não devem ser ignorados.
1. Dor pélvica persistente
Um dos sinais mais comuns é a dor na região pélvica, geralmente em um dos lados do abdômen inferior, onde ficam os ovários.
Essa dor pode aparecer durante atividades físicas, no período menstrual ou em momentos de maior esforço. O alerta aumenta quando o incômodo é constante, localizado e não melhora com o passar dos dias.
Caso a dor seja súbita, muito forte ou venha acompanhada de mal-estar, a recomendação é procurar atendimento médico rapidamente.
2. Sensação de inchaço abdominal
O inchaço pode ter várias causas, desde alimentação até alterações hormonais. No entanto, quando ele aparece de forma persistente e concentrada na região abdominal, pode ser um sinal de que algo merece investigação.
Cistos maiores podem ocupar espaço na pelve e causar a sensação de barriga mais cheia ou estufada, mesmo sem mudança significativa na alimentação.
3. Sensação de pressão ou peso na barriga
Além do inchaço, algumas mulheres relatam uma sensação de peso no abdômen, como se houvesse uma pressão constante em apenas um lado da pelve.
Esse desconforto pode ser confundido com gases, prisão de ventre ou cólicas comuns. A diferença é que, quando está relacionado a um cisto, o incômodo tende a permanecer por mais tempo e pode não melhorar com medidas simples.
4. Dor durante a relação íntima
A dor durante a relação íntima não deve ser tratada como algo normal. Quando o desconforto aparece de forma recorrente, especialmente em um dos lados da pelve, pode haver relação com alterações nos ovários.
Cistos maiores podem ficar posicionados em áreas que causam sensibilidade durante a penetração mais profunda. Em alguns casos, cistos associados à endometriose também podem provocar esse tipo de sintoma.
5. Vontade frequente de urinar
Outro sinal possível é a sensação de precisar ir ao banheiro muitas vezes, mesmo quando sai pouca urina.
Isso pode acontecer quando um cisto maior pressiona a bexiga, provocando desconforto ou urgência urinária. Como esse sintoma também pode estar ligado a infecções urinárias e outras condições, a avaliação médica é importante para identificar a causa correta.
6. Dores nas costas ou nas pernas
Dores nas costas e nas pernas são sintomas bastante comuns e podem ter várias origens. Mas, quando outras causas são descartadas e o incômodo persiste, um cisto ovariano maior pode entrar na lista de possibilidades.
Isso ocorre porque, dependendo do tamanho e da posição, o cisto pode pressionar estruturas próximas na pelve, provocando dor irradiada para outras regiões do corpo.
7. Sangramento fora do ciclo menstrual
Alterações no ciclo menstrual também merecem atenção. Sangramentos fora do período esperado, ciclos muito irregulares ou mudanças repentinas no padrão menstrual podem estar ligados a desequilíbrios hormonais.
Em mulheres com síndrome dos ovários policísticos, por exemplo, a presença de múltiplos pequenos cistos pode estar associada a menstruação irregular, acne, alterações de peso e dificuldade para engravidar.
Quando procurar um médico?
A orientação é buscar um ginecologista sempre que houver dor persistente, sangramento fora do normal, aumento do inchaço abdominal, desconforto durante a relação íntima ou qualquer sintoma que cause preocupação.
Na maioria das vezes, o acompanhamento é simples e pode envolver exames de imagem, observação do ciclo e avaliação clínica. O importante é não ignorar sinais que se repetem ou pioram com o tempo.
Cuidar da saúde íntima também passa por perceber mudanças no corpo e conversar com um profissional de confiança sempre que algo fugir do padrão.

Fonte: Weill Cornell Medicine e New York-Presbyterian
